.: Apresentação


Tipagem Sangüinea X Genotipagem



Por que mudar de metodologia?


O Brasil vem desenvolvendo, através de décadas, técnicas imprescindíveis para a melhoria dos nossos rebanhos e da produção de carne e leite para que possamos nos adequar às exigências cada vez maiores do mercado internacional. Tais técnicas promovem o crescimento da qualidade, assim como da quantidade dos produtos de origem animal. Com a implementação da biotecnologia, fundamental ferramenta para o sucesso e a competitividade, produzimos um rebanho cada vez melhor, de alto valor genético e com excelentes resultados, nos dando condições de competirmos mundialmente. Uma das descobertas mais fantásticas do nosso século, foi a identificação dos marcadores hipervariáveis de DNA denominados “microssatélites”. Eles vêm revolucionando toda a medicina e, principalmente, as áreas de determinação da paternidade e identificação criminal, que hoje são feitas com enorme precisão. A conclusão do Projeto Genoma do Boi possibilitou a utilização desses microssatélites (pequenas seqüências de DNA repetitivas) na identificação animal bem como nas análises de vínculos genéticos. Além disso, o uso eficiente dos marcadores de DNA para seleção de caracteres qualitativos tem se tornado ferramenta indispensável e imprescindível ao melhoramento genético animal. Com relação às metodologias disponíveis hoje para análises de vínculos genéticos destaca-se o método de Tipagem Sangüínea, ainda utilizado no Brasil, em oposição à Genotipagem, técnica mais moderna e precisa, cujo uso já é obrigatório em países desenvolvidos como a Austrália e os Estados Unidos. As principais diferenças entre as metodologias Tipagem Sangüínea e Genotipagem são: O exame de DNA é realizado com qualquer tipo de amostra biológica. Pode-se utilizar para o exame de DNA não somente amostras de sangue, mas também sêmen, pêlos e outros tecidos, inclusive ossos. Isso permite que até mesmo animais já mortos sejam testados. Há ainda a possibilidade de se reconstituir o genótipo de um animal que já não existe através da análise de suas progênies, sendo ainda viável proceder verificações de relações de parentesco partindo de parentes próximos (tais como irmãos completos, meio-irmãos, avós, etc.). A retirada da amostra para a análise do DNA, no animal, é simples. Não é necessário refrigerar a amostra e nem enviá-la rapidamente ao laboratório. Além disso, pêlo pode ser arquivado para repetições posteriores do exame sendo o mesmo válido para amostras de sangue que podem ser armazenadas em um tipo especial de papel de filtro, eternamente, no laboratório. Em contrapartida, a tipagem sangüínea utiliza SOMENTE sangue colhido a fresco, obrigatoriamente refrigerado, para que as células estejam em boas condições para serem testadas. Essas amostras não poderão ser armazenadas por longo período porque tornam-se inviáveis para o exame sendo, freqüentemente, necessária a recoleta.

A genotipagem consiste em um exame de DNA


A metodologia empregada para a realização da genotipagem baseia-se na análise de regiões da molécula de DNA que são marcadores genéticos de alta variabilidade (microssatélites) recomendados pela Sociedade Internacional de Genética Animal (ISAG). Após amplificação, esses microssatélites são analisados em sequenciadores de DNA automatizados. Esses equipamentos permitem a execução de grande número de testes (96) em um curto período de tempo e também, a análise simultânea de vários microssatélites (método Multiplex) o que diminui consideravelmente a possibilidade de erro humano e aumenta a confiabilidade dos resultados. O exame de tipagem sangüínea explora substâncias presentes na superfície das células vermelhas (hemácias) dos bovinos, cientificamente chamadas de antígenos. Tais antígenos podem ser reconhecidos por outro tipo de substâncias chamadas de anticorpos, presentes nos reagentes utilizados no teste. Assim, a tipagem sangüínea consiste na análise individual de quais reações antígeno-anticorpo são positivas, além de ser realizada e interpretada manualmente.
Uma vez que as metodologias empregadas nos diferentes testes são incompatíveis quando comparadas, não é possível avaliar graus de parentesco entre animais onde um possui o resultado de genotipagem e o outro de tipagem sangüínea.

Coleta de material biológico bem simples e fácil de enviar

Coleta de amostra de sangue (Colher em tubo de EDTA de cada animal. Volume mínimo recomendado 2 mL. Identificar obrigatoriamente o tubo e a ficha de coleta (enviada junta do Kit)





Coleta de amostra s de pêlo ( Coletar do bovino pêlos da cauda e eqüinos pêlos da crina. Enviar de 10 a 20 fios com presença do bulbo no Kit próprio para envio de pêlos identificando cada cartão com o animal coletado)





A Genotipagem apresenta preço competitivo no mercado

Atualmente, os preços dos testes de Genotipagem e Tipagem Sangüínea são comparáveis: no Instituto Hermes Pardini. Afim de colaborar com a valorização dos rebanhos nacionais, dando maior confiabilidade às análises de vínculo genético, o Instituto Hermes Pardini está divulgando entre os produtores interessados a genotipagem gratuita dos principais touros e doadoras de cada propriedade para construção de um banco genético, onde ficarão armazenados os dados dos respectivos animais. Os produtos poderão ser diretamente comparados com seus possíveis genitores sem a necessidade da realização de nova genotipagem em cada análise de vínculo genético.

O exame de DNA apresenta alta capacidade de exclusão

Os exames de DNA animal apresentam como resultados possíveis a qualificação ou não de um(a) genitor(a) como pai (ou mãe) do animal testado. Para a interpretação desses resultados é importante que conheçamos a capacidade de exclusão própria da metodologia usada. A capacidade de exclusão de um exame de parentesco é dada pela sua capacidade de excluir como genitor um animal que não é o pai biológico do animal testado. De acordo com a literatura científica, a capacidade de exclusão dos exames de DNA é da ordem de 99,99%. Isso significa dizer que, se forem realizados 10.000 testes, 1 pode apresentar como resultado a qualificação de um touro como genitor de um animal sendo que, na verdade, ele não é o seu pai biológico. Já a tipagem sangüínea apresenta variada capacidade de exclusão: de 65 a 95%, dependendo do número de marcadores presentes nas hemácias, testados. Se tomarmos, nessa análise, o valor de 95% como o poder de exclusão dos exames de tipagem sangüínea de maior confiabilidade e sensibilidade, podemos afirmar que, de 100 exames testados, 5 apresentarão como resultado a qualificação de um touro como genitor de um animal sendo que, na verdade, ele não é o seu pai biológico. Se, na pior das hipóteses, usarmos como base a probabilidade de exclusão de 65%, podemos afirmar que, de 100 exames testados, 25 apresentarão como resultado a qualificação de um touro como genitor de um animal sendo que, na verdade, ele não é o seu pai biológico, o que diminui, consideravelmente a confiabilidade do teste. Assim, podemos concluir que o teste de DNA tem uma eficácia muito grande. É como se fosse usado um microscópio mais poderoso. Como resultado, a genotipagem pode produzir uma exclusão que a tipagem sangüínea não pôde detectar ou seja, os testes de verificação de parentesco tendem a passar de uma situação de SUBDETECÇÃO de verdadeiros pais para a SUPEREXCLUSÃO dos falsos genitores. Além disso, o investimento é pequeno e o lucro, do ponto de vista de qualidade e produtividade, é certo!